Arte e cultura foram os temas centrais do XIV Seminário de Desenvolvimento d o Programa de Empreendedorismo do Jovem Rural (PEJR), realizado em Florianópolis, entre os dias 3 e 7 de março. O encontro busca ampliar os conhecimentos, os instrumentos pedagógicos e a gestão dos núcleos de formação do programa do Instituto Souza Cruz.
Além de educadores e coordenadores dos três núcleos do Centro de Desenvolvimento do Jovem Rural (Cedejor) - Vale do Rio Pardo–RS, Centro-Sul do Paraná e Encostas da Serra Geral–SC, também participaram do seminário especialistas e representantes do Instituto Souza Cruz.
Arte e cultura
Com o objetivo de iniciar os encaminhamentos para a construção de uma política de arte e cultura dentro do PEJR, os educadores participaram, já na abertura do encontro, de uma dinâmica em que construíram manifestações artísticas sobre temas relativos ao dia-a-dia do trabalho com a juventude rural.
No dia 4, o seminário contou com a participação do dramaturgo Ronald Radde, fundador do Teatro Novo de Porto Alegre. No painel “Teatro como exercício da cidadania, desenvolvimento pessoal e mobilização social”, ele compartilhou sua experiência de aliar a atuação na área social, explicando como vai para comunidades interioranas e monta espetáculos com as pessoas da própria região. À tarde, foi a vez do painel “Provocações e reflexões que contribuem na construção de uma política de arte e cultura”, apresentado pelo dramaturgo Walter Beltrame, professor da Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC).
Ele mostrou para o grupo os três eixos estratégicos para a formulação de uma política institucional de arte e cultura: produção, circulação de bens culturais e preservação do patrimônio cultural. “Fazemos arte porque queremos refinar a alma das pessoas”, disse ele na ocasião.
Pedagogia da Alternância
O dia 5 foi dedicado à metodologia, conceitos e instrumentos da “Pedagogia da Alternância”, utilizada na formação dos jovens no PEJR. A condução do tema ficou a cargo da nova coordenadora pedagógica do Cedejor, Aparecida Maria Fonseca.
Para o gerente executivo do Cedejor, Sérgio Fritzen, o seminário foi bastante produtivo. “Existe o desejo de formular os primeiros passos para o processo de construção de uma política de arte e cultura, que pode auxiliar nos processos de mobilização e de construção social. Também tivemos um outro tema importante, que foi o aprofundamento da Pedagogia da Alternância, conduzido pela Aparecida, uma profissional muito competente. O grupo está muito entrosado, e acredito que avançamos bastante”, conclui Sérgio.