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A descoberta de um novo Sertão
Marcos Gaspar
14/07/2010
III Intercâmbio
O III Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira encerrou sua primeira etapa, realizada no estado de Pernambuco. Entre os dias 27 de junho e 7 de julho, doze jovens rurais vindos de diferentes regiões do país aprenderam na prática o que é agroecologia, e tiveram uma intensa vivência cultural nas festas de São João.

Os intercambistas foram recebidos pelo Serviço de Tecnologia Alternativa (Serta) e tiveram a oportunidade de visitar uma série de unidades familiares que são referência na região. Vindos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo, os participantes foram acolhidos nas propriedades dos Agentes de Desenvolvimento Local (ADL), formados pelo Serta, e distribuídos em dez municípios na Zona da Mata, Agreste e Sertão.

Veja como foi a etapa no Serta

Os jovens foram surpreendidos pela abundância de alimentos, água e recursos naturais, característicos da estação de chuvas. O clima, de temperaturas baixas e vegetação verde, foi outra grata surpresa, principalmente para os intercambistas do Sul, que temiam pela seca e as altas temperaturas da região.

Durante a semana nas casas dos ADLs, os participantes puderam experimentar a rotina das famílias pernambucanas, acompanhando a colheita e a comercialização dos alimentos nas feiras, além de participar intensamente da vida comunitária.  
 
O baiano Valdir Souza, do MOC, visitou a experiência de jovens empreendedores nas comunidades de Afogados e Tabira, no Sertão do Pajeú. Estas propriedades implementaram o sistema agroecológico, adotaram o conceito de permacultura e hoje são referências na região. Além da capacitação e assistência técnica, estas boas práticas demonstraram que a transformação de uma unidade familiar depende do encadeamento de todo um processo que envolve também o acesso ao crédito, a construção de cisternas e a ampliação da comercialização.

Nesta primeira fase do III Intercâmbio, os jovens descobriram um novo Nordeste, o bom humor dos pernambucanos e os conhecimentos sobre a aplicação e vantagens da agroecologia. Eles também puderam trocar experiências, identificar as mobilizações políticas e estão levando para suas regiões uma nova visão sobre o campo, que poderá ampliar as possibilidades de desenvolvimento e sustentabilidade para as suas famílias e comunidades.

 
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