instituto souza cruz - NEO-RURALISMO

Home

Empreendedorismo que transforma

Expressa a idéia de uma série de valores típicos do velho mundo rural, que se pensavam em vias de extinção, que passam por um certo revigoramento e começam a ganhar para si a adesão das pessoas da cidade. Os "neo-rurais" querem reviver os valores próprios do meio rural, transformando-os em força crítica das formas em que a sociedade inteira se desenvolve. A dimensão mais evidente e a racionalidade do neo-ruralismo fundamentam-se na valorização do espaço cotidiano, tornando-o suportável, desejável, consumível. Todos os neo-rurais, ao argumentar sobre a decisão de mudar para o campo, e ao tecerem elogios incondicionais às qualidades da vida agreste, definem como degradadas e degradantes as condições de vida nas cidades. O neo-ruralismo pode ser analisado como uma forma de protesto, ainda que canalizado e recuperado. Um protesto contra o trabalho parcelado, o gigantismo urbano, a degradação das relações sociais, contra a feiúra e uniformidade do ambiente do ambiente físico das cidades. É contra tudo isso que se justifica a volta ao passado e à natureza e se manifesta a nostalgia de formas de vida perdidas; nostalgia esta que é, ao mesmo tempo, condenação da forma de vida "dominada". O neo-ruralismo se caracteriza por dimensões afirmativas, como a valorização da natureza e da vida cotidiana, a busca de auto-determinação, do trabalho como prazer, da integralização do tempo e das relações sociais; e por dimensões negativas: a recusa do espaço e do tempo da indústria, a crítica à ditadura dos papéis típicos da cidade, que dirigem os indivíduos a labirintos de frustrantes relações secundárias.

GUILIANI, G.M. Neo-ruralismo: o novo estilo dos velhos modelos. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v.5, n.14, p. 59-67, out. 1990.

+ Av. República do Chile, 330, Centro - Rio de Janeiro - RJ CEP: 20031-170
Tel: 21.3849.9619 | institutosouzacruz@institutosouzacruz.org.br
Instituto Souza Cruz© 2011 - Todos os Direitos Reservados