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Empreendedorismo que transforma

 Os sistemas agrícolas são sempre ecossistemas artificiais, desequilibrados, carentes da ajuda humana constante para a sua continuidade. Os sistemas agrícolas são sempre de rápido crescimento, com altas taxas de produção de biomassa. Eles são oriundos de perturbações profundas em ecossistemas de "clímax", mais estáveis ou maduros, em que o crescimento da biomassa é muito mais lento. Os ciclos da vida dos humanos e de suas principais plantas domésticas são relativamente mais curtos quando comparados à duração dos processos ecológicos naturais dos ecossistemas maduros ou de clímax. A cultura humana interfere nestes ecossistemas de forma agressiva e com a intenção deliberada de afunilar toda a sua produtividade para as plantas cultivadas, a partir de práticas culturalmente desenvolvidas e transmitidas. Em quase todos os continentes e latitudes as principais plantas domesticadas são de ciclo curto, principalmente gramas, capins e ervas, raízes e folhas diversas, cujos ciclos de vida vão de algumas se-manas a poucos meses. Exceção feita às árvores frutíferas domésticas que, no entanto, não fornecem alimentos básicos à população. Quase todas as plantas de ciclo curto são naturalmente adaptadas – crescem mais rapidamente e com menor competição – a áreas sujeitas a perturbações (fogo, desmatamento, avalanches, enchentes) e a exposição solar total. Daí todos os sistemas agrícolas: (a) são sempre associados a algum regime humano de uso do fogo (agente transformador da natureza por excelência) para abrir e para reciclar a vegetação nativa; e (b) quase sempre adotam o desmatamento total da flora nativa para permitir a exposição plena das plantas ao sol. A humanidade prosperou com base em sistemas agrícolas artificiais, desenhados para tirar vantagem da maior produtividade biológica dos sistemas "pioneiros" ou recentemente perturbados. A cultura humana é aliada histórica dos ecossistemas em desequilíbrio.


DRUMMOND, J.A. Ciência sócio-ambiental: notas sobre uma abordagem necessariamente eclética. Rio de Janeiro: UFF, 1998. 28p.



A prática da agricultura consiste em obter uma produção de uma série de plantas e animais sobre uma superfície determinada e dentro de um meio natural e sócio-econômico dado, portanto, respondendo a certos fatores de produção.


SEBILLOTTE, M. Agronomia y agricultura, ensayo de analisis de las tareas del agronomo. Cuadernos de Agroindustria y Economia Rural, Bogotá, n.19, p. 67-119, 1987.

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