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Empreendedorismo que transforma

É aquela em que a gestão, a propriedade e a maior parte do trabalho vem de indivíduos que mantém entre si laços de sangue ou de casamento.


ABRAMOVAY, R. Agricultura familiar e serviço público: novos desafios para a extensão rural. Cadernos de Ciência e Tecnologia, Brasília, v.15, n.1, p.137-157, jan./abr., 1998.



É considerada uma estratégia de organização social da produção no espaço rural que realiza o processo de produção por meio da força de trabalho da família, caracterizando um ambiente de unidade, interação e interdependência da família em relação à unidade de produção. Na agricultura familiar, não há especialização e divisão clássica, formal e hierárquica do trabalho e entre atividade administrativa e executiva, predominando a participação solidária e co-responsável de todos os membros da família na organização e funcionamento do conjunto do sistema família–unidade de produção. Assim, prevalece a informalidade em planejamento, coordenação, direção e controle da produção e demais atividades, cujos objetivos são orientados, prioritariamente, para a reprodução das condições e da força de trabalho familiar. Desenha, pois, uma estratégia voltada para a segurança alimentar da família, buscando minimizar risco, aumentar a renda total da família, garantir o emprego da mão-de-obra familiar, investir na melhoria e ampliação das condições de trabalho e da produção.


FURTADO, R., FURTADO, E. A intervenção participativa dos atores (INPA) – uma metodologia de capacitação para o desenvolvimento local sustentável. Brasília: IICA, 2000. 180p.


A agricultura familiar como unidade de análise aparece como uma alternativa capaz de resolver a disputa teórica subjacente aos enfoques tradicionais que informam os conceitos de campesinato, agricultura campesina, agricultura tradicional e agricultura moderna. O conceito de agricultura familiar faz referência a uma forma organizacional de produção caracterizada fundamentalmente, pela utilização majoritária de força de trabalho procedente do próprio grupo doméstico (este culturalmente definido) e por coincidir a unidade de produção com a unidade de consumo. Trata-se de uma estrutura que, sem ser específica a nenhum modo de produção, tem sido apropriada, absorvida e adaptada historicamente por distintos modos de produção.


ZALDIVAR, V. B. De campesino a agricultor? La pequeña producción familiar en el marco del desarrollo capitalista. Noticiário de la História Agrária, v. 3, n.5, p. 127-159, enero-junio, 1993.

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