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Empreendedorismo que transforma

Trata-se de uma dimensão para se entender o campesinato. Neste caso, o campesinato se constitui historicamente como uma civilização ou como uma cultura. Henri Mendras se refere a uma civilização camponesa, cujas dimensões econômicas, sociais, políticas e culturais são de tal forma entrelaçadas que mudanças introduzidas em uma delas afetam, como num jogo de cartas, o conjunto do tecido social. Para Mendras, o campesinato está sempre associado a sociedades camponesas, não se reduzindo apenas a uma forma social de organizar a produção, nem a um tipo de integração com o mercado. Marcel Jovillet avança o debate, ao articular essas “coletividades rurais” ao processo de transformação da sociedade em seu conjunto. O olhar sociológico deveria buscar compreender, para além de sua dinâmica interna, a incidência local das lutas sociais mais gerais da sociedade em cada momento do processo histórico. As sociedades camponesas se definem, precisamente, pelo fato de manterem com a chamada “sociedade englobante” laços de integração, dentre os quais são fundamentais os vínculos mercantis.

WANDERLEY, M. N. B. Agricultura familiar e campesinato: rupturas e continuidades. Estudos Sociedade e Agricultura, Rio de Janeiro, n.21, p. 42-61, out. 2003.

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