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Empreendedorismo que transforma

18/06/2014 - Da Redação

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Núbia Cristina, Juciélle Aparecida e Macao Goes durante o debate

No dia 13 de junho, o Instituto Souza Cruz promoveu o debate “Cultura e geração de renda no campo” na IV Feira de Artesanato Renda-se, em Brasília. O objetivo foi discutir o artesanato como atividade complementar ao trabalho agrícola, ampliando as possibilidades de empreendedorismo e favorecendo a permanência, sobretudo da juventude, nos interiores do Brasil.

O debate foi aberto pela assessora de Comunicação do Instituto Souza Cruz, Andrea Guedes, que destacou a relação entre este saber tradicional e o meio rural. “Entre o trabalho na lavoura e as atividades do lar, as mulheres do campo dão vida aos sonhos de criança, resgatam culturas locais e recriam personagens típicos do folclore popular. As mesmas mãos que produzem o alimento também semeiam fantasias, que povoam os imaginários dos nossos sertões e das nossas cidades. Os dedos que fertilizam a terra seguram firme as agulhas, passeiam pelos retalhos, inventam cores e formas”, assinalou.

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Núbia Cristina e Juciélle Aparecida com seus trabalhos de artesanato

Mediado pela pesquisadora Macao Goes, coautora do livro “Que boneca é essa? Corte e recorte de mestras brasileiras”, o debate reuniu duas agricultoras e artesãs: Núbia Cristina da Costa Alírio, 39 anos, que confecciona bonecas de pano no sertão paraibano, e Juciélle Aparecida Gatto, 19 anos, que produz diversas peças com crochê em Imbituva, no interior do Paraná.

Filha única, Juciélle sempre teve o desejo de permanecer no meio rural. Ciente de que será a responsável por dar continuidade ao trabalho na unidade familiar, a jovem encontrou no artesanato não só a vocação, mas também outra alternativa de renda, que contribuiu para que ela não deixasse o local onde nasceu. Com a participação no programa Novos Rurais, aplicado pelo Instituto Souza Cruz em parceria com o Cedejor no Centro-Sul do Paraná, Juciélle viabilizou seu negócio. Além de criar um ateliê na propriedade rural para comercializar as diversas peças que confecciona em crochê, ela elaborou a logomarca do seu empreendimento: Belartes.

“Saio deste evento cheia de ideias. Uma delas é ensinar o crochê para outras mulheres da minha comunidade e, futuramente, criar uma associação”, conta a jovem.

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Núbia Cristina, Macao Goes, Andrea Guedes, Juciélle Aparecida e Debora Muniz

Assim como Juciélle, Núbia também concilia a agricultura e o artesanato em Esperança, na Paraíba. Ela integra a Associação de Artesãos do Sítio de Riacho Fundo, que produz bonecas de pano. Hoje, os produtos da associação são comercializados em diversos estados e em alguns países. Este sucesso permitiu que Núbia comprasse sua casa própria e continuasse sua formação, ingressando na faculdade de Pedagogia, em Campina Grande. Pensando na continuidade deste saber local, ela ensina crianças de uma escola municipal a arte de confeccionar as bonecas de pano.

Após o debate, a plateia, composta na maioria por mulheres que participam do projeto Ateliê Rural, em Brasília, fizeram perguntas para as artistas do campo, que emocionaram e inspiraram muitas pessoas.

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